Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia:
Voz profética da Igreja
Geraldo Ferreira Bendaham
Dizem que os Igarapés da Amazônia valem muito mais quando estão poluídos. Daí os governantes deixam os rios e lagos serem poluídos, com a contribuição de boa parte da população, para irem depois aos bancos internacionais, usando a Amazônia como carta de crédito para realizar mega – empréstimos, contratam grandes empresas para executar vultosas obras que nem sempre são concluídas. Assim o capital “circula” e um pequeno grupo fica com o dinheiro dos falecidos rios e igarapés, vítimas inocentes da depredação humana. É bom lembrar que cenas como estas se repetem por todo Brasil urbano. Temos o mau exemplo da capital de S.Paulo, os rios maravilhosos que cortavam a cidade foram engolidos pela casas e prédios. Foram canalizados pelos governantes e agora estão sufocados com a sujeira jogados em seus leitos. O caso simbólico é o famoso rio Tietê. Se pensarmos bem, isso já está acontecendo em Manaus e em muitos municípios do interior do Amazonas. Após tanto planejamento, vem à solução mágica: é melhor aterrar os igarapé e matar suas fontes, que recuperá-los ou investir numa maciça campanha educacional, implementar leis educativas e punitivas que garantam o bem comum natural para futuras gerações. Como vimos já perdemos os igarapés de nossa cidade. Agora para recuperá-los gastam-se milhões de reais. Mas os igarapés nunca mais serão os mesmos. Nesta mesma situação já se encontra boa parte da floresta amazônica. As empresas que plantam soja, exploram madeiras, continuam avançando em seus projetos predatórios e lucrativos. A contribuição social e os impostos trazidos por estas empresas não lhes dão o direito de destruir imensas áreas da floresta, como é o caso da empresa multinacional CARGILL, que derruba e queima a floresta para o plantio de soja no Pará. Desse modo à depredação da Amazônia é obra do progresso, do crescimento econômico, da implantação das grandes empresas que trabalham com o agro-negócio, mineradoras e saques da biodiversidade, além da ausência do Estado em controlar os interesses nacionais da Amazônia da cobiça estrangeira.
Nesse sentido a Campanha da Fraternidade, sobre a Amazônia, é uma voz profética que chama atenção da sociedade brasileira a voltar o olhar e o coração para a Amazônia. O que for possível fazer pela Amazônia, devemos fazer agora. Escolas, partidos, comunidades, sindicatos, empresas solidárias, ongs, instituições, todos somos convocados a um grande mutirão por amor a Amazônia, sobretudo, trabalhar pela sobrevivência dos povos que habitam essa terra. Cuidar da Amazônia como a nossa casa. Isso é possível com a solidariedade de todos os brasileiros e com a firmeza ética dos governantes, não somente econômica desenvolvimentista, mas social, sustentando a biodiversidade e a cultura dos povos da Amazônia.
Nesse sentido a Campanha da Fraternidade, sobre a Amazônia, é uma voz profética que chama atenção da sociedade brasileira a voltar o olhar e o coração para a Amazônia. O que for possível fazer pela Amazônia, devemos fazer agora. Escolas, partidos, comunidades, sindicatos, empresas solidárias, ongs, instituições, todos somos convocados a um grande mutirão por amor a Amazônia, sobretudo, trabalhar pela sobrevivência dos povos que habitam essa terra. Cuidar da Amazônia como a nossa casa. Isso é possível com a solidariedade de todos os brasileiros e com a firmeza ética dos governantes, não somente econômica desenvolvimentista, mas social, sustentando a biodiversidade e a cultura dos povos da Amazônia.

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