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domingo, 11 de novembro de 2007

POR AMOR A AMAZÔNIA


Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia:
Voz profética da Igreja
Geraldo Ferreira Bendaham

Dizem que os Igarapés da Amazônia valem muito mais quando estão poluídos. Daí os governantes deixam os rios e lagos serem poluídos, com a contribuição de boa parte da população, para irem depois aos bancos internacionais, usando a Amazônia como carta de crédito para realizar mega – empréstimos, contratam grandes empresas para executar vultosas obras que nem sempre são concluídas. Assim o capital “circula” e um pequeno grupo fica com o dinheiro dos falecidos rios e igarapés, vítimas inocentes da depredação humana. É bom lembrar que cenas como estas se repetem por todo Brasil urbano. Temos o mau exemplo da capital de S.Paulo, os rios maravilhosos que cortavam a cidade foram engolidos pela casas e prédios. Foram canalizados pelos governantes e agora estão sufocados com a sujeira jogados em seus leitos. O caso simbólico é o famoso rio Tietê. Se pensarmos bem, isso já está acontecendo em Manaus e em muitos municípios do interior do Amazonas. Após tanto planejamento, vem à solução mágica: é melhor aterrar os igarapé e matar suas fontes, que recuperá-los ou investir numa maciça campanha educacional, implementar leis educativas e punitivas que garantam o bem comum natural para futuras gerações. Como vimos já perdemos os igarapés de nossa cidade. Agora para recuperá-los gastam-se milhões de reais. Mas os igarapés nunca mais serão os mesmos. Nesta mesma situação já se encontra boa parte da floresta amazônica. As empresas que plantam soja, exploram madeiras, continuam avançando em seus projetos predatórios e lucrativos. A contribuição social e os impostos trazidos por estas empresas não lhes dão o direito de destruir imensas áreas da floresta, como é o caso da empresa multinacional CARGILL, que derruba e queima a floresta para o plantio de soja no Pará. Desse modo à depredação da Amazônia é obra do progresso, do crescimento econômico, da implantação das grandes empresas que trabalham com o agro-negócio, mineradoras e saques da biodiversidade, além da ausência do Estado em controlar os interesses nacionais da Amazônia da cobiça estrangeira.

Nesse sentido a Campanha da Fraternidade, sobre a Amazônia, é uma voz profética que chama atenção da sociedade brasileira a voltar o olhar e o coração para a Amazônia. O que for possível fazer pela Amazônia, devemos fazer agora. Escolas, partidos, comunidades, sindicatos, empresas solidárias, ongs, instituições, todos somos convocados a um grande mutirão por amor a Amazônia, sobretudo, trabalhar pela sobrevivência dos povos que habitam essa terra. Cuidar da Amazônia como a nossa casa. Isso é possível com a solidariedade de todos os brasileiros e com a firmeza ética dos governantes, não somente econômica desenvolvimentista, mas social, sustentando a biodiversidade e a cultura dos povos da Amazônia.

sábado, 10 de novembro de 2007

DEIXAR TUDO POR CRISTO


Lc 14,25-33
Geraldo Ferreira Bendaham


No Evangelho de Lucas Jesus caminha para Jerusalém. Na caminhada anunciava o Reino. Enquanto caminhava, “grandes multidões o acompanhavam. Voltando-se, ele lhes disse: Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo” e disse mais: “qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”. Essas são as condições para o seguimento de Jesus.

Recordemos que S. Lucas esta escrevendo tendo presente às comunidades cristãs dos anos 70 ou 80 depois da Ressurreição de Jesus. Provavelmente comunidades com 35 a 45 anos de existência no caminho de Jesus. Certamente essas Palavras do Mestre Jesus, Filho de Deus, a multidão e especialmente a cada pessoa é um convite radical ao seu projeto. É na caminhada do povo com Deus que se aderi o seu projeto ou abandona-o. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, temos vários exemplos de seguimento radical ao projeto de Deus. Abrão, por exemplo, é chamado por Deus a deixar tudo e seguir para outra terra: “o Senhor disse a Abrão: “deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e serás uma fonte de bênçãos. (...) E todas as famílias da terra serão em ti abençoadas” (Gen 12, 1-3). Do mesmo modo aconteceu com Moisés (Ex 3, 14), Paulo (At 9, 4) Clara de Assis, Tereza de Calcutá e tantas outras pessoas que não ficaram somente no meio da multidão anônima, seguindo de longe, preocupadas com seus negócios, mas corajosamente aderiram o projeto do Reino. Esses exemplos demonstram que é possível deixar tudo para seguir a Deus. Deixar significa entregar a própria vida nas mãos de Deus e tornar-se uma pessoa seguidora à sua vontade. Obviamente o seu projeto é a realização existencial de todos os seus filhos e filhas em todas as suas dimensões da vida, até a vida eterna. Como dizia S. Agostinho comentando o salmo 145 : “o nosso coração vive inquieto enquanto não repousar em Deus”. De modo que somente aceitando o convite de Jesus para segui-lo encontraremos a resposta que sacia todas as nossas inquietudes e desejos. Às pessoas que deixaram tudo para segui-lo, por causa do Evangelho não tem nenhum “que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.(Mc 10, 30).

Nesse sentido vale a pena lembrar as palavras do Papa João Paulo II em 1991 por ocasião da visita ao Brasil e beatificação de Madre Paulina, hoje Santa Paulina: “Mais uma vez vos digo: O Brasil precisa de Santos, de muitos Santos! A Santidade é a prova mais clara, mais convincente da vitalidade da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares”. Certamente para vivenciar a experiência de santidade é necessário encontrar Cristo. Assim aconteceu com S.Francisco e continua acontecendo pela ação do Espírito com aqueles que generosamente respondem ao chamado de Jesus com a própria vida a serviço do Reino.

O nosso sim ao seu projeto e, portanto de despojamento total, ocorre no serviço em favor dos irmãos e irmãs necessitados que são vitimas da exclusão social. “A santidade se prova na vida do dia-a dia em favor dos irmãos, como fruto da união com Deus” (J. Paulo II, 1991). Eis o desafio!

O MELHOR VOTO É O MEU


A minha cidade merece o melhor voto
Geraldo Ferreira Bendaham

A nossa participação responsável no processo democrático do País deve ser melhorada. Os dois personagens dessa história real é o eleitor e o candidato. Melhor deve ser a preparação dos candidatos a um cargo eletivo e também a qualidade do voto na eleição.

A questão é simples, basta estabelecer normas:

Norma magna:

Só é candidato quem pense em todos os cidadãos.

NÃO

1. Não roube.
2. Não seja corrupto.
3. Não compre voto.
4. Não se aproveite da miséria e ignorância dos seus semelhantes
5. Não use seu mandato para enriquecer ilicitamente.
6. Não se venda.
7. Não seja demagogo.
8. Não seja falso.
9. Não seja mentiroso.
10. Não seja apegado ao dinheiro.

SIM

1. Mantenha sua lealdade ao povo.
2. Preste conta de seu mandato.
3. Seja também honesto e verdadeiro.
4. Planeje projetos em favor dos pobres.
5. Tenha projetos para habitação.
6. Promova o trabalho e o emprego.
7. Seja zeloso na preservação do meio ambiente.
8. Cuide da cidade.
9. Seja assíduo ao trabalho.
10. Trabalhe 8 horas por dia.

Essas atitudes não são demais e nem se esgotam, podem ser complementadas. São necessárias a qualquer cidadão e muito mais para as pessoas pública. Se você encontrar alguém assim, vote nele!

Ao eleitor consciente cabe a responsabilidade de ser independente, livre, cuide para não se influenciar pela propaganda, mas analisar com cuidado a proposta do Zé Fulano e nunca aceitar nada de promessa pelo voto. Estude a história dos Fulanos e não tenha duvida de descartar os despreparados, os que tem sede pelo poder e o dinheiro. Tenha coragem de melhorar a qualidade do seu voto. Lembre-se o seu voto tem conseqüências para você e toda a sociedade. Ele pode mudar a sua vida e de nossas cidades.

Pense em um mundo melhor, onde os direitos de todas as pessoas sejam respeitados, a justiça e a paz, segurança, educação e trabalho para todos. Tudo isso pode ser real se você se tornar um eleitor cidadão exigente e fiscalizador do bem comum, vigilante do mandato do Fulano. Quando votar, vote com qualidade, responsabilidade. Lembre-se a nossa cidade merece o melhor voto. O melhor é voto é meu.


DENUNCIE A COMPRA DE VOTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL DE SUA CIDADE.

POR CAUSA DO MESTRE



Geraldo Ferreira Bendaham

A SITUAÇÀO CONFLITUOSA que envolveu o Martírio da religiosa Dorothy Stang, 73, no Estado do Pará só tem uma explicação: a ganância humana provocada pela opção do capitalismo. Temos aí duas situações: a religiosa que representa uma eclesiologia (ou um jeito de ser Igreja) versos o modelo capitalista representado pelos gananciosos madereiros, plantadores de soja, pecuaristas, entre outros que só pensam em ganhar dinheiro fácil, explorando e depredando floresta amazônica.

De um lado temos as pessoas excluídas, colonos e agricultores que lutam por um pedaço de terra para agricultura familiar, e com eles temos uma Igreja Profética, que ama a Vida presente em toda a natureza. Abraça a causa dos fracos colonos com suas famílias, entra na luta pacífica para organizar as pessoas, promover a educação ambiental, constrói uma nova mentalidade de desenvolvimento real sustentável com os posseiros e denuncia a violência e agressões contra a Vida. Com esse jeito de trabalhar manterá a floresta de pé para o presente e o futuro da humanidade.

Do outro lado há grandes empresários capitalistas, com poder econômico e com poder de fogo capaz de matar pessoas e desmatar a floresta. A experiência do progresso trazido pelo capital é sempre egoísta. Quem tentar impedir esse modelo econômico selvagem morrerá? Quantas pessoas ainda precisam morrer para que a sociedade e o governo brasileiro deixe o cinismo e tome uma decisão e faça reforma agrária já. ? As mortes em conflitos de terra também ocorrem pela ausência do poder público em colocar em prática as políticas públicas mais urgentes. Ao lado do capital e dos grandes negócios econômicos está o governo que utilizam estratégias publicitárias para amansar os pobres com programas sociais que nem chegam a todos. Deus também pedirá conta da morosidade dos governantes.

Essa situação de morte que paira sobre os povos da Amazônia em nome do poder econômico, nos faz pensar nos conflitos das primeiras comunidades cristãs marcadas pela experiência da Morte e Ressurreição de Jesus em que os cristãos e cristãs morriam por causa do Mestre, não aceitando compactuar com o poder do imperador e suas injustiças, Nos sentimos Igreja Profética e anunciadora fiel da Boa Notícia do Reino?

ÁGUA FONTE DA VIDA[1]


FOME DE ÁGUA !
Geraldo Ferreira Bendaham








“O acesso básico à água é um direito fundamental político, econômico e social para os indivíduos e a coletividade, já que a segurança biológica, econômica e social de todos os seres humanos e de todas as comunidades humanas depende do gozo desse direito”.[2]


A água “é um assunto urgente e que requer atenção”. [3] Segundo Ricardo Petrella, um italiano apaixonado pelo assunto e especialista na questão de água, somente nos últimos 10 anos despertou-se o interesse e o debate sobre esse bem natural que deve estar a serviço de todos. O assunto tornou-se tão importante que virou tema de várias conferências e fóruns mundiais[4]. Há hoje uma forte tensão entre aqueles que defendem que a água é um bem fundamental para a vida e um direito da humanidade. Outros, representam os interesses econômicos de grandes corporações capitalistas e acham que tudo pode ser comercializado. Os defensores da água como patrimônio comum são os movimentos sociais e as ong’s, as igrejas, que continuam como movimentos de resistências às conseqüências da economia neoliberal capitalista globalizada. O sistema capitalista é predatório e somente visa o lucro, por isso quer fazer da água um comércio sem fronteiras a exemplo de outros produtos. A força do capital financeiro é muito grande. A intenção das grandes corporações é chegar a privatização total e plena do uso da água. No momento a água já é comercializada em pequena escala, mas com o controle do Estado. A luta para afirmar que a água não é mercadoria, contrapõe o interesse do mercado financeiro. As conseqüências da falta de água na vida de milhões de pessoas já é uma realidade. Esses dados são um sinal de devemos cuidar desse bem natural com muito carinho.

1. A FALTA DE ACESSO À ÁGUA

Olhando para o contexto amazônico parece um contra-senso afirmar que não há água para todos. Não é nenhuma especulação, é um fato real o acesso à água na cidade de Manaus, localizada a margem do Rio Negro. As pessoas que moram na periferia da cidade sofrem com a falta de água. Esse caso não é o único. “De trinta a quarenta por cento da população da Cidade do México, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Cairo, Delhi, Xangai, não tem acesso à água potável. Os que podem pagar bebem água mineral. O aumento (...) rápido da população tem muito a ver com essa situação.” [5]



A situação fica mais grave quando tomamos conhecimento do número de pessoas que não tem acesso a água no mundo. “Hoje, a situação é dramática: pelo menos 1,5 bilhão de seres humanos estão alijados dos serviços de abastecimento de água. A ausência de saneamento básico e a falta de água matam mais de 30 mil pessoas por dia no mundo”.[6] Imagine se a água for privatizada, como ficará a situação da população pobre que não tem recursos. Sabemos que a falta de água de qualidade para o consumo provoca várias doenças no organismo levando a morte de milhões de pessoas por ano. “Segundo dados da ONU, as doenças relacionadas à falta de água potável e saneamento básico provocam a morte de 2,2 milhões de pessoas por ano nos países subdesenvolvidos, principalmente as crianças”.[7] Estes dados são alarmantes. Poderia sensibilizar os governos para essa calamidade humanitária, mas parece que os governos estão impregnados pelo vírus do capitalismo e acabam favorecendo o capital em detrimento da vida das pessoas e da natureza em geral. Segundo dados da UNESCO, o Brasil “tem água em quantidade suficiente para atender a todos, mas a distribuição é irregular, (...) aparece na 25o posição, com 48.314m3. Por todo o país, 92,7% das residências têm rede de água potável, no entanto, apenas 37,7% das casas estão ligadas à rede de esgoto. Desta forma, mais de 60% dos dejetos são despejados diretamente nos rios e mares”.[8] No Brasil há águas para todos, porém quem mais faz uso da água são as grandes empresas internacionais de fabricação de carro, informática e a indústria da agricultura. A irrigação é responsável por 70% do uso da água, enquanto os moradores da cidade apenas 10%; a IBM para produzir seus megabytes precisa de água pura, então extrai das fontes 2,7 milhões de metros cúbicos por ano; são necessários 400.000 litros de água para fazer um carro.




A fome de água em alguns paises é grave, enquanto em outros ainda é abundante. Em “Israel dispõe de apenas 500 litros de água por habitante ao ano, enquanto no Brasil, este índice chega a 10 mil litros e no Paraguai a 63 mil litros anuais”.[9] Daí, a necessidade de se ter um mecanismo mundial para supervisionar a solução dos problemas relacionados à água independente das corporações capitalistas. A independência seria o ideal, mas os próprios governos estão vendendo as empresas de água públicas para o capital privado, como ocorreu em São Paulo na cidade de Limeira, onde a empresa Suez-Lyonnaise des Eaux opera desde 1995. Os serviços não melhoraram porque a intenção da empresa é lucrar e não servir a população. Houve aumento de tarifas e baixa qualidade dos serviços. O interessante é que a mesma empresa, que é francesa e a maior em distribuição de água do mundo, comprou a Manaus Saneamento, em 2000, por 106 milhões de dólares. É claro que o país está atendendo a interesses internacionais e perdendo a sua capacidade de gerenciamento de um bem precioso que é de todos, além de se ajustar às políticas econômicas neoliberais pregadas pelo FMI, em favor de um Estado mínimo que compromete a Soberania Nacional. A concessão da Água do Amazonas por 30 anos a uma empresa francesa é muito grave. A água já está internacionalizada na cidade de Manaus. Manaus é uma cidade estratégica na Amazônia. Está decisão infeliz dos governantes trará danos a nossa soberania.




As causas principais para a falta de acesso à água são ocasionadas também pelo crescimento populacional das grandes cidades. Com as megalópes cresce a megapobreza, a poluição e contaminação de rios provocados por desastres ecológicos de produtos químicos tóxicos. Também a falta de um gerenciamento sustentável dos recursos naturais compromete a distribuição desse grande patrimônio da humanidade. Esses são alguns limites para o gerenciamento da água. Essa incapacidade de não ser educado para conviver e administrar a água como um bem comum, proporcionam as grandes corporações capitalistas, donas de grandes capitais e da tecnologia, uma oportunidade de fazer da água um bem econômico, uma mercadoria a ser explorada até o seu limite. Aí esta a configuração da tensão entre os movimentos sociais, as ong’s e o capital financeiro das grandes empresas que querem insaciavelmente ganhar muito dinheiro. O capital está vencendo.


2. MANIFSTO DA ÁGUA

Sinteticamente exponho o Contrato Mundial da água. Proposta ousada de Riccardo Petrella para que a humanidade não venha a perecer desse patrimônio comum no futuro e ao mesmo tempo uma contraposição ao sistema capitalista que só pensa em lucrar, esquecendo da pessoas principais sujeitos da história.



Princípio básico: a água é um patrimônio global comum e vital.
Objetivos principais:



a) Aceso básico à água para todos os seres humanos e todas as comunidades humanas.
b) Gerenciamento integrado e sustentável da água, de acordo com princípios de solidariedade (dever da responsabilidade individual e coletiva pelas demais comunidades humanas, pela população mundial, pelas gerações futuras, e pelo ecossistema Terra; princípio de compartilhar, e conservação/proteção da água)

Metas prioritárias para os próximos vinte anos:



a) Acesso à água para a população pobre do mundo (três bilhões de torneiras)
b) Redução do desperdício (irrigação diferente, moratória sobre grandes barragens)
c) Evitar eclosão e a continuação de conflitos da água (Paz através da água)
d) Sistemas de saneamento para as 650 cidades cuja população exceder a um milhão de pessoas até 2020/2025 (Cidades para viver)

Petrella sugere ainda que seja criada Coletiva global água para a humanidade, através de ações, como campanhas mundiais Rede de parlamentares pela água. Que essa rede seja baseada principalmente em organizações da sociedade civil.[10]

O assunto foi exposto de modo breve, acenando para uma grande preocupação mundial que não tem solução fácil a curto prazo, ficando um apelo a todos para o cuidado que devemos ter com esse bem comum, fonte de vida para todo o ecossistema da Terra.



[1] Tema da Campanha da Fraternidade 2004 - CNBB.
[2] PETRELLA, RICARDO, O manifesto da água: argumentos para um contrato mundial/tradução de Vera Lúcia M. Joscelyne, Petrópolis, RJ, Vozes, 2002, p.87
[3] ALCA, integração, soberania ou subordinação / org. Emir Sader, SP, Expressão Popular, 2001, p.46
[4] Houve quatro fóruns mundiais: o primeiro em Marrakesh em Marrocos em 1997; o segundo em Haia, na Holanda em 2000. O terceiro em Quioto no Japão e o quarto no Mexico em 2006 e o quinto será em Estambul em 2009.
[5] PETRELLA, RICCARDO, O manifesto da água, o.c., p.41
[6] GOMES MACIEL, A água não é mercadoria in Ecologia e desenvolvimento, ano 12, número 106, p.16
[7] MACAN MARKAR M. , idem, p. 18
[8] ECOLOGIA E DESENVOLVIMENTO, 2003 ano da água doce, idem, p. 28
[9] OSAVA MÁRIO, Motivo de guerra in Ecologia e desenvolvimento, idem, p.21
[10] Cf. PETRELLA RICCARDO, o.c. p.151-153

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

GLOBALIZAR A SOLIDARIEDADE É POSSÍVEL






Experiência solidária no interior da Amazônia.
Geraldo Ferreira Bendaham


No coração da mata amazônica, fica localizada a cidade do careiro castanho, numa distância de 100 km da capital do Amazonas – Manaus.

Castanho fica exatamente a beira da BR 319, única estrada, intransitável, de acesso a outros estados da federação brasileira.

Para se chegar ao castanho, como é conhecido o pequeno município, a população precisa atravessar o Rio Negro e o Rio Solimões.

A cidade do Castanho é banhada pelo rio do mesmo nome, com muitas belezas naturais, formados por igarapés e paranas.

No castanho há uma população aproximadamente de 28 mil habitantes e sua principal fonte de renda é a agricultura, pesca e extração de madeira.

Uma das partes da população que moram na cidade trabalham para o Governo Municipal. Outra parte são pescadores, agricultores e mercado informal.

O sonho de muitas pessoas é partir para Manaus, a capital, em busca de melhoria de vida e estudo ou viajar a outros Estados.

Na cidade do Castanho há graves problemas sociais.

É nesta realidade que se encontra a desigualdade e as contradições sociais.

Alguns conseguem oportunidades para vencer na vida.

Outras passam grandes dificuldades, entre elas, crianças, jovens, adultosnão e idosos. Muitos não conseguem oportunidades acadêmicas e profissionnais.

São muitas pessoas excluídas do mercado de trabalho e também das salas de aula.

São vitimas de um sistema que privilegia quem tem, deixando as pessoas na pobreza e na miséria.

Olhando para as pessoas e seguindo o Evangelho da Vida a Igreja age solidariamente em favor dos necessitados. Vai ao encontro delas e oferece a mão solidária de Jesus.


Associacão pio lanteri

Agora são muitas as mãos que contribuem para que o projeto social da Pio Lantere, Associação ligado a Igreja católica, possa ser levado a frente.

A sua meta é ser apoio para as pessoas nas diversas fases da vida.

Uma experiência de valor humanitário.

Exercício de solidariedade que acontece a 22 anos no interior da Amazônia

Sonora: pe. Iginio, ir. Roberto, dic. Alcides (falar brevemente dos projetos)

Veja agora como funciona o atendimento das pessoas.

Creches


Temos a creche são Francisco e Bom Pastor com 240 crianças atendidas diariamente filhos e filhas de famílias de pais pobres.

O cuidado com as crianças é demonstrado pelo carinho e a atenção diária dos professores e voluntários.

Aqui elas lancham, descasam e estudam e tem assistência medica.

“Vinde a mim as criancinhas”: disse o Mestre Jesus.

Elas são o presente de Deus para uma nova humanidade.

São a esperança solidária de um mundo novo.

Sonora: professora (contar sua experiência positiva da cheche)



Recanto Pio Lanteri



Outro projeto social da Pio Lantere é o acompanhamento dos adolescentes.

Fase muito especial da vida do jovem.

Todos os dias eles recebem alimentação, reforço escolar no espaço do recanto. São atendidas 400 jovens.

Ambiente agradável e acolhedor, preparado especialmente para receber os jovens.

Além da alimentação e do reforço escolar, temos também as seguintes atividades: artesanato, esporte, natação e educação ambiental.

O mais importante são as lições de cidadania, dignidade e direitos sociais..

Valores evangélicos como amor, paz, justiça e verdade, mas que falados, são experimentados nos relacionamentos diários.

Acreditamos que o reforço educacional que estamos oferecendo a esses jovens está transformado as suas vidas e da sociedade do Município do Castanho.

Sonora com jovem: (destacar importância do recanto para sua vida)

O projeto social da Pio Lanteri não para de servir as pessoas. Pe. Iginio e seus colaboradores, a exemplo de Jesus, tem muito amor pelas pessoas.

Escola profissional de marcenaria e agricultura

A escola Lateriama é outro projeto pioneiro no Município do Castanho.

Atendemos 60 jovens de 13 a 18 anos vindo da zona rural

Muitos jovens que aqui estudaram, melhoraram o sistema agrícola de sua comunidade.

Os que foram para a cidade de Manaus logo conseguiram emprego.

Muitos com a sua profissão ajudam na sustento de suas famílias.

Sonora com ex-aluno: (a importância de ser um profissional da marcenaria)

Construcões de barcos

O barco é o meio de transporte do caboclo da Amazônia.

Sem os barcos não nesta região não é possível viver.

A sua utilidade são multiplas, do transporte escolar a pesca.

Já foram construídos mais de 140 barcos. Todos são utilizados pelas comunidades rurais. Servem para levar os doentes para casa ou trazê-los a cidade.

É um projeto social de longo alcance.



Formacão e apoio aos agentes de saúde



O município tem agentes de saúde, mas não tem medico suficiente para atender a população, principalmente da zona rural.

Na zona rural não há medico

Decidimos apoiar os agentes de saúde que moram na zona rural.

A grande maioria são pessoas simples das nossas comunidades católicas do interior, que atendem pacientes nos igarapés e paranas, longe da cidade horas de viagem.

Oferecemos aos agentes, formação, barco e gasolina para o transporte dos doentes.
Fornecemos também equipamentos básicos para atendimentos de urgência e microscópio para exames da malaria.

Sonora: (testemunho)



Apoio as pessoas idosas



As pessoas idosas são outro foco de nosso projeto social.

A preocupação e o cuidado com elas marcam a vida de nossos voluntários.

Os agentes acompanham e levam através da visita o carinho e os medicamentos necessários.

Sonora: (testemunho)

Com a realização desses projetos em favor das pessoas pobres, estamos concretizando o Evangelho da Vida pregado por Jesus.

Acreditamos que com estes gestos solidários, estamos evangelizando as pessoas.

Você pode ajudar a tornar esse projeto ainda melhor.

Acredite que é possível globalizar a solidariedade, a fraternidade e a partilha com todos os necessitados.

Esses projetos tornaram-se possíveis, graças ao Deus da vida que abençoa com generosidade muitas pessoas que conseguiram expressar sua Fé em atos concretos em favor da vida.

Na Amazonia as belezas naturais são importantes, mas se não houver investimos na educação das pessoas desde a primeira idade no futuro não haverá adulto para contar a historia da Amazônia.
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Video
Titulo: Globalizar a esperanca é posivel.
Sub titulo: Uma experiência solidária no interior da Amazônia
Tempo: 20 m
Texto: pe. Geraldo F. Bendaham
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Contato para ajuda ou pedido de vídeo: Paróquia N. Sra. de Fátima (Associação Pio Lanteri) – Rua Mamori, 106 – CEP 69.250-000 – Careiro-Castanho/AM – Fone: (92) 3362.1301 / 3362-1182 (fax).