Lc 12,13-21
Geraldo Ferreira Bendaham
Neste domingo Jesus chama atenção de alguém que lhe pede a intervenção na separação da herança. Jesus responde a esse alguém com uma pergunta: “Quem me encarregou de julgar ou dividir vossos bens?” Notemos que essa pessoa não tem nome, mas possui bens e está preocupado com a sua parte, a ponto de pedir a intervenção de Deus na divisão do patrimônio familiar. Esse alguém pode ser qualquer pessoa que esteja com essa mesma preocupação. Essa preocupação exagerada com as coisas é um problema sério ao longo da história da humanidade. As pessoas nunca souberam conviver com os seus bens, de modo que a riqueza sempre fascina as pessoas, causando alegrias e sofrimentos. Recordemos a inveja e a ganância de Caim, a esperteza de Judas e a fraude de Ananias e Safira; as invasões e crescimentos dos antigos impérios babilônicos, egípcios, gregos e romanos com desejo de conquistar novos territórios; as grandes navegações do milênio passado em busca de riquezas e novas terras ao preço de morte dos aborígines; mas recentemente recordemos as guerras do século passado e a pretensão das nações jovens em dominarem com armas, estratégias econômicas e culturais; hoje as grandes bolsas de valores onde correm grandes investimentos de capitais voláteis. Como podemos constatar, há muitas riquezas e bens que nem sempre a humanidade soube administrar em favor de todos. De certo modo a ganância e o egoísmo fazem parte do coração humano. O que pela lei natural devia ser de todos, tornou-se propriedade de poucos, causando sofrimentos às pessoas e a natureza. Quanto as pessoas, são mais de um bilhão que passam fome, enquanto a natureza sofre as consequencias do desenvolvimento irracional. Tudo isso é fruto da ganância humana, embora haja um discurso de desenvolvimento humano e econômico, com sustentabilidade das regiões pobres.
Neste domingo Jesus chama atenção de alguém que lhe pede a intervenção na separação da herança. Jesus responde a esse alguém com uma pergunta: “Quem me encarregou de julgar ou dividir vossos bens?” Notemos que essa pessoa não tem nome, mas possui bens e está preocupado com a sua parte, a ponto de pedir a intervenção de Deus na divisão do patrimônio familiar. Esse alguém pode ser qualquer pessoa que esteja com essa mesma preocupação. Essa preocupação exagerada com as coisas é um problema sério ao longo da história da humanidade. As pessoas nunca souberam conviver com os seus bens, de modo que a riqueza sempre fascina as pessoas, causando alegrias e sofrimentos. Recordemos a inveja e a ganância de Caim, a esperteza de Judas e a fraude de Ananias e Safira; as invasões e crescimentos dos antigos impérios babilônicos, egípcios, gregos e romanos com desejo de conquistar novos territórios; as grandes navegações do milênio passado em busca de riquezas e novas terras ao preço de morte dos aborígines; mas recentemente recordemos as guerras do século passado e a pretensão das nações jovens em dominarem com armas, estratégias econômicas e culturais; hoje as grandes bolsas de valores onde correm grandes investimentos de capitais voláteis. Como podemos constatar, há muitas riquezas e bens que nem sempre a humanidade soube administrar em favor de todos. De certo modo a ganância e o egoísmo fazem parte do coração humano. O que pela lei natural devia ser de todos, tornou-se propriedade de poucos, causando sofrimentos às pessoas e a natureza. Quanto as pessoas, são mais de um bilhão que passam fome, enquanto a natureza sofre as consequencias do desenvolvimento irracional. Tudo isso é fruto da ganância humana, embora haja um discurso de desenvolvimento humano e econômico, com sustentabilidade das regiões pobres.
É nesse sentido que Jesus chama a atenção: “tomai cuidado contra todo tipo de ganância (...), a vida de um homem não consiste na abundância dos bens”. Essa é a verdade. A vida das pessoas em comunhão com a natureza é um valor imensurável. O dinheiro, os bens e as coisas que fazem parte da vida não devem escravizar o sujeito. São importantes, mas em relação à vida são relativas. Ajudam na realização, mas não podem ofuscar o verdadeiro sentido da existência, a ponto de ofuscar a caridade e a solidariedade para com o próximo necessitado. Lamentavelmente existem situações em nossa sociedade em que os bens são mais importantes, causando grandes injustiças sociais. Podemos pensar nas pequenas ou grandes relações. No casamento os bens adquiridos ao longo dos anos não podem ser mais importantes que o amor conjugal. Nas comunidades cristãs o zelo pelos bens não podem ser mais importante que o objetivo da missão. Desse modo, podemos pensar nas articulações e acordos políticos em vista da ganância pessoal em detrimento da coletividade ou da exploração de pessoas pelas pequenas ou grandes empresas em vista do lucro maior.
Cuidado coma vida, adverte Jesus na parábola. Não façais como o homem rico que só pensava em acumular, descansar, comer e aproveitar a vida com os seus bens. A vida “não consiste na abundância de bens”. Por isso, somente um verdadeiro encontro com Jesus é possivel deixar que Deus seja o mais importante em nossas vidas.

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