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domingo, 30 de setembro de 2007

LÁZARO, DEUS AJUDA OS POBRES


Lc 16, 19-31
Geraldo Ferreira Bendaham

Lendo e contemplando a parábola contada por Jesus, segundo S. Lucas, percebemos que Jesus continua ensinando seus discípulos. Nesta a parábola, Jesus trata de um assunto muito importante para vida dos seus seguidores e para vida da humanidade. Trata-se da questão da riqueza e da pobreza. Um assunto tocado por diversas vezes no evangelho de Lucas. (Cf Lc 12,13-21; 21, 1-4). Leia também Mateus 19,23; 6,24). Jesus disse: “Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos”.

Recordemos que no tempo de Jesus uma pessoa como o Lázaro não tinha oportunidade de entrar no templo para rezar e nem pertencia à sociedade, pois era uma pessoa doente e pobre. Os doentes eram vistos com pessoas impuras. De modo que eram excluídos e sem dignidade. Viviam mendigando pedaços de pão das mesas dos ricos.

Pensar no Lázaro do Evangelho de Lucas, inevitavelmente, nos faz pensar nos Lázaros de nossa sociedade. Quantos Lázaros existem na cidade? Mendigando? Doentes? Tristes? Sem casa, sem salário? – Não basta pensar. É preciso agir. Assim com Deus ficou do lado de Lázaro, somos todos convidados a trabalhar pela partilha e solidariedade. Não somente em épocas de Natal ou Páscoa, mas trabalhar para que o sistema modifique, através de pequenos gestos em nossas comunidades. Comecemos com o testemunho de nossas pastorais, atentas a uma evangelização que vai ao encontro das pessoas, principalmente as pessoas que mais precisam.

Peçamos a Deus que o nosso testemunho comunitário e social possa contagiar também os ricos, afim de não terem o mesmo fim do rico da parábola que no fim da vida, após festas e desprezo pelo pobre Lázaro foi para o inferno.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ola Comentario muito bom!